O Congresso, com as honrosas exceções que sempre existem, vai ficando cada vez mais parecido com um refúgio de larápios da coisa pública. Um circo completo em que desfilam personalidades folclóricas e extremamente corruptas. Um lugar de recreio onde pouco importa as funções constitucionais, entre as quais controlar o Poder Executivo.
Clodovil Hernandez (PTC-SP), Frank Aguiar (PTB-SP), aquele mesmo, o cãozinho dos teclados, Paulo Maluf (PP-SP), Fernando Collor (ex- PRTB e agora PTB), Antonio Palocci (PT – SP), José Genoino (PT – SP) são alguns exemplos de como o povo brasileiro está representado nos dois maiores escalões de nosso habitat político.
Como sempre disse, reafirmo e sempre baterei nesta tecla, não existe oposição no Brasil. Nossas instituições estão fragilizadas e cooptadas pelo poder central. Nossa democracia definhou. É de se temer pela manutenção do Estado Democrático de Direito nos próximos anos.
Na Câmara, seguiu-se o espetáculo deprimente com o partido dito Liberal (PFL) apoiando o dito comunista Aldo Rebelo ( PC do B). No senado, José Agripino Maia (PFL) sofreu a derrota para o homem que serve fielmente o governo do PT, Renan Calheiros (PMDB/PDQEL = Partido de Quem está Lá).
A operação de resgate do ex-ministro-chefe da Casa Civil e deputado cassado do PT José Dirceu ganhou sexta (02/02) reforço importante da cúpula do governo Lula. Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, pregou publicamente anistia para o ex-ministro.
O senador eleito Fernando Collor de Mello (AL), acredite, assinou nesta sexta 02/02 sua filiação ao PTB, partido comandado pelo deputado cassado Roberto Jefferson (RJ). Ex-integrante da tropa de choque do governo Collor, Roberto Jefferson lembrou a ligação histórica e familiar de Collor com o partido, afirmando que o ex-presidente tem “o DNA petebista”. Collor é neto de Lindolfo Collor, que foi ministro do Trabalho no governo do gaúcho Getúlio Vargas.
Minutos depois de ser eleito como novo presidente da Câmara, em Brasília, Arlindo Chinaglia (PT-SP) não descartou a equiparação dos salários dos deputados e senadores aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar de ter falado que o aumento dos parlamentares deveria ser pela reposição da inflação, Chinalgia não demorou para mudar de discurso.
Então o que sobra para nós, pobres mortais e tão maus eleitores, é prestar mais atenção em quem votar, fiscalizar diariamente, colocar o interesse do nosso querido país em primeiro lugar, e principalmente, não tolerar mais mentiras e corrupções. Assim, quem sabe, um dia o Brasil mudará e se tornará um país sério.
domingo, 4 de março de 2007
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